BIOGRAFIA

FRANCISCO TORRES DE CARVALHO - (“Um sertanejo vencedor”)

                    Nascido em 06 de dezembro de 1919, filho de Jose da Silva Torres Araquan e Maria Alves de Carvalho, na fazenda da Barra do Saco pertencente ao distrito de Mirandiba, município de São José do Belmonte.

                    “Chico Torres”, como era conhecido, não era homem de muitas letras pois cursou apenas a 5a. série do 1º grau, na cidade de Salgueiro, junto ao seu mais ilustre professor que foi Urbano Gomes de Sá, obtendo o diploma de 1º grau com louvor e distinção. Também não era homem de muitas posses sendo o 2º filho de sete irmãos e desde os 14 anos se dedicou ao trabalho na roça  junto com seu pai e irmãos produzia algodão e mamona e sofria com as dificuldade do sertão mas, graças ao seu tino político e comercial soube transformar as crises e dificuldades daquele tempo em oportunidades que lhe projetaram como um do importante político e um dos maiores comerciantes do sertão pernambucano, naquele tempo.

                    Casou-se com a Sra. Adalcinda Torres de Carvalho, em 24 de dezembro de 1949, com quem teve os filhos: Maria das Graças Torres de Carvalho, Manoel Torres de Carvalho, Nelson de Carvalho Torres, Jose Torres Araquan Neto, Ana Torres de Carvalho, Gilda Torres de Carvalho e Francisco Torres de Carvalho Filho.

                     Iniciou sua vida política em 1945 quando se filiou ao Partido da União Democrática Nacional – antiga UDN. Elegeu-se vereador pelo município de São José do Belmonte em 1955 sendo o candidato mais votado com um terço dos votos dos eleitores. Desde o início de sua carreira pública lutou para o atendimento de um dos maiores anseios do povo mirandibense a sua emancipação política, que foi obtida com um acordo com Constâncio Maranhão em 1962 vindo o Sr. Francisco Torres de Carvalho a ser nomeado em 25 de março daquele ano como seu primeiro prefeito pelo então governador Dr. Cid Sampaio. Renunciou ao cargo em favor de João Alves de Carvalho Nunes e em seguida candidatou-se a vereador sendo eleito em 1963 pelo município de Mirandiba e como mais votado foi nomeado presidente da Câmara de Vereadores. No ano de 1972 foi eleito prefeito e governou por apenas um ano cedendo o cargo ao seu vice Odilon Pires de Carvalho. Em seus mandatos foi um autêntico empreendedor embora tenha permanecido por pouco tempo em cada mandato realizando as obras de: implantação do sistema elétrico, iniciou a pavimentação e saneamento básico em diversas ruas, praça em frente a Prefeitura Municipal de Mirandiba – a qual deu o nome do de Praça José da Silva Torres Araquan, recuperou várias escolas municipais, construiu vias de acessos para fazendas e distritos e adquiriu equipamentos odontológicos e hospitalares para o que viria a ser o Posto Médico de Mirandiba, lutou pela instalação do sistema telefônico da cidade e como reconhecimento recebeu a ligação inaugural do então governador Marco Maciel. Em vida abraçou as causas que primavam pelo progresso e desenvolvimento do município, mantendo sua influência política a serviço de toda a comunidade e do sertão, pois uma de suas características marcantes ao longo da vida pública foi a fidelidade aos correligionários e amigos e a honestidade com que conduziu-se em todos os cargos públicos que ocupou.

                    FRANCISCO TORRES DE CARVALHO foi um pioneiro no comércio desde quando ainda jovem começou a vender a produção de algodão e mamona da família, na feira de Mirandiba. Nos idos de 1952 montou a 1ª. Padaria daquela cidade e por volta de 1962 já vislumbrando o progresso e almejando o sucesso empresarial mudou-se para Salgueiro dando inicio a sua atividade de representação e distribuição dos famosos Biscoitos PILAR  adquirindo em 1964 a representação do Moinho Recife S.A. para distribuir a farinha de panificação e de consumo Boa Sorte, expandindo suas atividades para o comércio varejista com o Supermercado Mirandiba, que fez questão de assim denominar para exaltar as sua terra natal, da qual se orgulhava. Foi representante e distribuidor do grupo João Santos – cimento Nassau e representou no sertão a Cooperativa da Indústria de Açúcar do Estado de Pernambuco.

                  Ficou conhecido tanto nos negócios quanto na política por sua honestidade, caráter, seriedade, trabalho duro e coragem que eram qualidades indissociáveis desse nordestino, reconhecidas pelos seus parceiros comerciais, clientes, amigos e até mesmo pelos adversários políticos.

                 Antes de morrer de um fatídico câncer de garganta, em 03.12.1989, legou aos seus filhos e herdeiros um sólido patrimônio, representado pelas empresas, bens móveis e imóveis, que amealhou ao longo dos anos com o seu trabalho, mas, acima de tudo deixou-lhes o exemplo de caráter e, a comunidade, um exemplo de homem público fiel aos seus princípios, aos compromissos assumidos e leal aos amigos e correligionários.